A passagem do vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), por São José do Belmonte, nesta segunda (23/03), terminou envolta em forte polêmica e repercussão negativa.
O parlamentar esteve no município para oficializar a filiação política de Clauciano de Souza, ex-responsável pela Casa de Apoio de Belmonte em Recife. O ato ocorreu na Câmara de Vereadores e foi tratado como um movimento de articulação política no Sertão. No entanto, poucas horas após o evento, o cenário mudou completamente.
Áudios com denúncias graves
Áudios atribuídos à ex-esposa de Clauciano começaram a circular nas redes sociais, trazendo denúncias de agressão física e psicológica. A mulher, conhecida em Araripina como Janine de Goretona, afirma ter sido vítima de violência durante o relacionamento.
“Eu trabalhava e todo meu dinheiro era para sustentar as despesas dele, que não gostava de trabalhar, e ainda me agredia constantemente. Chegou a me bater com um capacete na cabeça”, relata em um dos áudios.
Nos relatos, ela ainda descreve o ex-companheiro como narcisista, agressivo e dependente financeiramente, afirmando que ele mantém o mesmo comportamento em relações posteriores.
Histórico controverso
Clauciano também já havia sido afastado da função de responsável pela Casa de Apoio do município em Recife, após denúncias de que estaria utilizando o cargo público para promoção política pessoal junto aos usuários do serviço.
Aliança que levanta questionamentos
A proximidade de Eduardo Moura com um nome envolvido em denúncias tão graves levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo vereador na formação de suas alianças políticas.
Em um momento em que o debate sobre violência contra a mulher exige posicionamentos firmes, a ausência de manifestação imediata por parte do parlamentar chama atenção.
Silêncio e desgaste
Até o momento, nem Eduardo Moura nem Clauciano Lopes se pronunciaram oficialmente sobre o caso. O silêncio, no entanto, tem sido interpretado por parte da população como falta de posicionamento diante de uma denúncia séria.
O episódio levanta uma reflexão inevitável: até onde vai a busca por alianças políticas?

