O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, atribuiu a queda nas pesquisas de intenção de voto – que passaram a apontar a liderança da governadora Raquel Lyra (PSD) – a um suposto gabinete do ódio, ofensiva sistemática de desinformação orquestrada contra a sua candidatura.
O debate ganhou força após a veiculação de uma reportagem da TV Record que revelou gravações atribuídas ao servidor público Amisadai Andrade da Silva. Nas gravações, ele detalhou que sua atuação visava à “desidratação política” de João Campos.
Ele citou o impacto das publicações no eleitorado ao pontuar que a popularidade do ex-prefeito teria caído de cerca de 78% (patamar atingido em sua reeleição na capital) para a casa dos 52%.
Para João Campos, as revelações trazidas pela reportagem comprovam que a queda nos levantamentos eleitorais foi o objetivo deliberado de uma estrutura financiada e alimentada a partir da máquina pública. Em entrevista ao SBT News, o candidato reforçou o diagnóstico:
“Não tenho dúvida de que também sofri uma consequência de ataques violentos e reiterados há mais de um ano e meio. Essa estrutura foi montada e organizada exatamente como foi dito pelo próprio servidor, que era do governo do estado e coordenava esse gabinete cujo objetivo era a desidratação. Centenas de páginas com milhares de ataques financiados manhã, tarde, noite e madrugada nas redes sociais à luz do dia. Claro que isso tem uma consequência eleitoral”, declarou.
Bolsonarismo
No segundo ponto central da entrevista, João Campos vinculou a conduta e a composição eleitoral de Raquel Lyra aos métodos e ao campo da extrema-direita. Para o candidato, a tática de promover o desgaste moral de adversários e o uso de perfis digitais de ataque espelham um viés autoritário típico do bolsonarismo, enquanto a chapa adversária funciona como ponto de convergência dessas forças políticas no estado.
Folha de Pernambuco / Foto: Vinicius Lins/Folha de Pernambuco

