Em entrevista concedida à Rádio Asas FM, em Lajedo, no Agreste Meridional, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB) fez uma promessa que remete à memória de seu pai, Eduardo Campos. Ao lembrar que o pai esteve no mesmo estúdio da emissora há 17 anos, debatendo a duplicação da BR-423, João assumiu compromisso público com a continuidade da obra até Garanhuns.
“Eu quero ter a oportunidade de governar o Estado de Pernambuco para fazer a duplicação até Garanhuns. E tem um compromisso: eu governador do estado, se o Governo Federal não fizer de Lajedo a Garanhuns, eu faço como governador”, afirmou.
A entrevista ocorreu durante agenda pelos 77 anos de emancipação política do município, ao lado do prefeito de Lajedo, Erivaldo Chagas (Republicanos). O pré-candidato socialista elevou o tom das críticas à gestão da governadora Raquel Lyra e apresentou promessas e compromissos para áreas como infraestrutura, saúde, segurança pública e abastecimento de água.
Ao comparar sua gestão na Prefeitura do Recife com a administração estadual, Campos ironizou o ritmo de entregas do Governo do Estado na área da educação infantil. Segundo ele, sua gestão entregou 107 creches em cinco anos no Recife, enquanto a administração estadual teria entregue apenas três unidades em três anos. “Prometeram 250 creches e entregaram três. Nesse ritmo, vai demorar 250 anos, um quarto de milênio, para terminar”, disparou.
Ainda durante a entrevista, o pré-candidato rebateu críticas históricas ao PSB e afirmou que Pernambuco teria menos equipamentos públicos caso não fossem os governos pessebistas anteriores.
“Se não fosse o PSB, Eduardo Campos, sabe quantas UPAs existiriam em Pernambuco? Nenhuma, porque o governo atual não fez nenhuma. Sabe quantas escolas técnicas existiriam no interior do estado? Sabe quantas escolas novas existiriam em todo estado de Pernambuco? Três, porque só inauguraram três escolas, três escolas. É preciso relembrar”.
Na área da saúde, João direcionou críticas à situação do Hospital da Restauração, no Recife, acusando o governo estadual de realizar apenas intervenções superficiais na unidade.
“O estado ajeitou dois andares, deixou oito completamente largados e pintaram a fachada para contar uma história de que reformaram o hospital inteiro”, declarou, citando ainda o episódio recente de desabamento de parte do teto da unidade.
Diário de Pernambuco / Foto: Marina Torres/DP Foto)

