Líderes de movimentos sociais, trabalhadores, sindicalistas, estudantes e políticos se reuniram na tarde deste domingo (24) no ato do Recife pelo fim da escala de trabalho 6X1. Organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, coordenadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pelo Movimento Vida Além do Trabalho e por outras centrais sindicais, a passeata seguiu da Rua da Aurora até o Marco Zero.
Com cartazes com frases como “Pelo fim da escala 6×1 – vida além do trabalho”, “Fim da escala 6×1” e “Reforma política radical!”, representantes de sindicatos, de movimentos sociais e políticos discursaram em um carro de som que acompanhou a caminhada.
“A CUT tem uma luta histórica pela redução da jornada e o movimento social também. E se hoje ela for reduzida de 44 horas para 36 horas (semanais), serão gerados 4,5 milhões de novos empregos com carteira assinada nesse processo”, afirmou o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha.
Rocha salientou que a redução é fundamental para diminuir o alto índice de adoecimento entre os trabalhadores. Ele reiterou que trabalhadores doentes não geram produtividade e destacou o ciclo vicioso enfrentado por muitos, que, sem conseguir prevenir problemas de saúde, acabam trabalhando adoecidos. Além disso, chamou atenção para o elevado número de acidentes e mortes no trabalho, reflexo das longas jornadas.
“A gente defende reduzir a jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1 e sem redução salarial, para melhorar a qualidade de vida da população, dar mais condição de profissionalização e, inclusive, aumentar a produtividade”, explicou o presidente da CUT-PE.
Folha de Pernambuco

