Plano Nacional de Cultura promove arte como movimento popular, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou, nesta segunda-feira, 17 de novembro, no Palácio do Planalto, todos aqueles que se dedicam a promover e manifestar cultura no Brasil. “Vocês representam a alma e a mente do povo brasileiro. Façam a revolução cultural que o Brasil precisa que seja feita para que nunca mais alguém tenha coragem de dizer que a cultura não vale nada”, afirmou, na cerimônia que formalizou o envio do Projeto de Lei do Plano Nacional de Cultura (PNC 2025–2035) ao Congresso Nacional.

O Plano substitui o anterior, que teve a vigência encerrada em dezembro de 2024, após ter sido prorrogada duas vezes, em razão da extinção do Ministério da Cultura na gestão anterior. O evento também marcou a assinatura do decreto que institui a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que vai acompanhar a execução do orçamento da cultura, e simbolizou a abertura do Encontro de Comitês e Agentes Territoriais de Cultura, que teve início neste domingo (16), em Brasília.

“Vocês agora vão ter um instrumento que vocês podem, em cada bairro, em cada lugar que estejam, numa comunidade quilombola, numa comunidade indígena, numa comunidade de pescador de siri e de caranguejo, de cortador de açaí, em qualquer lugar, ter um núcleo cultural. A gente não pode mais ficar no restante do país recebendo a cultura comercial muitas vezes do Rio e de São Paulo sem levar em conta que precisamos vender a nossa cultura”, ressaltou o presidente.

Ao destacar o caráter estratégico do novo plano e a importância de fortalecer iniciativas comunitárias, o presidente reforçou que a política cultural deve chegar a todos os territórios e dialogar com a população.

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