Inédito no mundo: Médica cientista brasileira faz 6 pacientes tetraplégicos andarem com descoberta de uma molécula

A médica e pesquisadora, Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, desenvolveu a polilaminina, uma molécula capaz de regenerar neurônios rompidos na medula espinhal, permitindo que tetraplégicos recuperem movimentos, incluindo andar. O tratamento experimental, com resultados positivos relatados em janeiro de 2026, cria uma “ponte” biológica que reconecta o cérebro à medula, sendo apoiado pelo laboratório Cristália e com testes de fase 1 autorizados pela Anvisa. 

Destaques do Tratamento:

• A “Medicação”: A polilaminina é um polímero derivado de uma proteína natural do corpo (laminina), que atua na reestruturação da área da lesão medular.

• Resultados: Estudos mostraram recuperação de movimentos voluntários e sensibilidade em pacientes com lesões medulares, com relatos de pessoas voltando a mover membros superiores e inferiores.

• Contexto: A pesquisa é fruto de anos de trabalho na UFRJ e representa um marco na medicina regenerativa brasileira, focado em lesões medulares. 

A cientista destaca que os melhores resultados são observados em lesões mais recentes, e o desenvolvimento segue etapas rigorosas de segurança. 

“Neste momento, não tenho certeza absoluta ainda que estaremos diante de algo espetacular, mas isso é possível”, destaca a professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, que lidera as pesquisas na UFRJ.

Apesar de ainda estar longe de ter uma autorização para ser comercializada e usada em tratamentos, pessoas com diferentes tipos de lesão na medula têm obtido acesso ao tratamento por meio de liminares expedidas pela Justiça e têm relatado bons resultados.

Um caso recente foi o da nutricionista Flávia Bueno, de 35 anos, que ficou tetraplégica após sofrer um acidente ao mergulhar no mar nos primeiros dias do ano. Após a aplicação da proteína, em 23 de janeiro, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ela está internada, a nutricionista voltou a mexer o braço direito, segundo sua família.

Para Sampaio, do ponto de vista científico, o uso de um tratamento experimental dessa forma é “errado”, embora a pesquisadora ressalte que há aspectos humanos que devem serem considerados para um juiz tome uma decisão sobre determinado caso, como a gravidade da lesão e a qualidade de vida do paciente.

Lesões medulares geralmente acontecem após acidentes, como quedas ou batidas de carro e moto, ou episódios de violência com armas brancas ou armas de fogo.

Existem ainda outras condições que podem danificar a medula, como doenças infecciosas e autoimunes.

A depender do lugar da medula e da gravidade da lesão, as consequências são bem graves e podem levar à paraplegia (paralisia dos membros inferiores) ou tetraplegia (paralisia de braços e pernas).

Nos casos mais sérios, quando acontece a lesão completa da medula, cirurgia e programas de reabilitação até podem ajudar, mas não existe nenhum tratamento disponível para recuperar plenamente os movimentos.

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