Prefeitos das 184 cidades pernambucanas terão um reforço financeiro a partir da concessão dos serviços de saneamento: a primeira parcela, de R$ 844 milhões (60% do total), deve cair nas contas municipais até março de 2026.
O repasse está previsto no edital que regulamenta a nova concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e poderá ser usado integralmente em saneamento ou realocado conforme decisão de cada gestão.
Cronograma de pagamentos
Além da parcela inicial, o cronograma inclui duas liberações adicionais de 20% cada – aproximadamente R$ 281,4 milhões – programadas para 180 dias após o primeiro depósito e três anos mais tarde.
Os 10 municípios da região RMR–Pajeú que ainda não aderiram ao edital podem formalizar a participação até a homologação da licitação; juntos, eles têm direito a R$ 49 milhões, valor que será redistribuído caso permaneçam fora do acordo.
Pelo modelo aprovado, metade dos recursos será compartilhada igualmente entre todas as prefeituras e a outra metade obedecerá ao critério populacional.
Com essa regra, o Recife lidera o ranking e deverá receber R$ 116,6 milhões, seguido por Jaboatão dos Guararapes (R$ 53,2 milhões) e Petrolina (R$ 41 milhões). Na outra ponta, cidades como Calumbi e Solidão terão, no mínimo, R$ 4,1 milhões cada. Dados do IBGE sobre saneamento no Estado mostram que apenas 34% dos domicílios pernambucanos são atendidos por coleta de esgoto, indicador que pode melhorar com o novo fluxo de investimentos.
Impacto para saneamento e orçamento local
Segundo a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), a verba permitirá acelerar projetos como ampliação de redes de água, modernização de estações de tratamento e redução de perdas, além de reforçar caixas municipais em ano pré-eleitoral.

