O pré-candidato ao Governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, voltou a criticar a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Em entrevista à Rádio à Naza FM, nesta quinta-feira (25), o dirigente socialista declarou que “não se faz política pública de segurança politizando o tema e nem ideologizando”. Campos também afirmou que novos policiais militares estariam patrulhando em bairros nobres do Recife, faltando efetivo na Zona Rural, no interior e nas periferias.
Na visão do ex-prefeito do Recife, o enfrentamento à violência exige a estruturação de uma rede que una presença territorial, ações sociais e inteligência, o que inclui desde educação integral e acesso a crédito até uma forte interlocução com o Judiciário e o Ministério Público para desarticular quadrilhas e combater a lavagem de dinheiro.
“Isso não pode ser uma bandeira eleitoral, isso tem que ser uma coisa de Estado”, declarou ao usar como exemplo o que considera perseguição política a aliados. “Nas duas cidades mais violentas de Pernambuco, a primeira delas é São Lourenço. O prefeito é meu aliado político e não é [aliado] do governo do estado, a proposta que foi feita lá foi tirar o batalhão da cidade”, disse.
Campos também mencionou a situação do Cabo de Santo Agostinho, onde, segundo ele, o prefeito Lula Cabral pediu a intervenção da Força Nacional ao governo federal para conter a crise na segurança, mas o pedido teria sido negado pelo estado.
“Não se faz política pública de segurança politizando o tema, nem ideologizando. Não é nem de direita nem de esquerda, tem que combater com técnica”, criticou, completando que a prioridade deve ser “enfrentar bandido e deixar o pai de família, a mãe de família, a criança e o estudante protegidos”.
Diário de Pernambuco

