O fenômeno climático ‘El Niño’ tem a possibilidade de produzir efeitos em Pernambuco já a partir do próximo mês de julho, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). O impacto previsto é de seca no estado.
Diante do alerta, o Diario de Pernambuco procurou especialistas para entender o que esperar da situação.
Segundo a meteorologista da Apac, Edvânia Santos, o El Niño consiste no aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical, causando vários efeitos climáticos.
“Quando mais aquecidas, as águas dessa região influenciam diretamente na circulação atmosférica global. Isso faz com que as chuvas, tanto na região Norte quanto Nordeste, sejam diminuídas, incluindo Pernambuco”, inicia.
A meteorologista destaca que há consenso sobre o acontecimento do fenômeno; apenas a intensidade não está confirmada.
“Temos uma previsão de favorecimento do El Niño. No mês de julho, provavelmente a gente já tem El Niño. É um consenso, já se observa que vai ter o fenômeno. A preocupação é se vai ser só de moderado a forte ou se ele será superforte”, comenta.
Em três ocasiões anteriores o El Niño foi superforte, de acordo com Edvânia: entre os anos de 1982-83; 1997-1998; e 2015-2016, quando as anomalias ultrapassaram 2 graus. Esse histórico também é marcado por uma seca intensa ocorrida no Nordeste.
Apesar de já ter início previsto para o próximo mês, o pico do fenômeno deve ser no fim deste ano e no início do próximo, entre novembro e janeiro, coincidindo com o verão brasileiro, conforme a meteorologista da APAC.
Perante a possibilidade do El Niño superforte, ela também destaca a importância de manter a cautela no planejamento.
“Se for um superforte, vai ter um impacto direto, especialmente nas chuvas de outono, no período chuvoso do ano que vem também. No entanto, mesmo que não seja super forte, seja só moderado a forte, é necessária atenção”, reforça.
Diário de Pernambuco

