João Campos cobra protagonismo de Pernambuco em meio ao impasse da Transnordestina

Pré-candidato ao Governo de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) afirmou que falta protagonismo político do estado na defesa da Transnordestina e criticou a condução do debate em torno do trecho pernambucano da ferrovia. Em entrevista à CBN Recife, nesta segunda-feira (18), o socialista disse que o governo estadual não tem liderado a mobilização política necessária para garantir a continuidade da obra em Pernambuco.

Segundo João Campos, após a retirada do trecho pernambucano da concessão ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente Lula (PT) assegurou a execução pública da ferrovia. O pré-candidato, no entanto, criticou a falta de reação do Governo de Pernambuco após questionamentos do Tribunal de Contas da União sobre a viabilidade do trecho na última semana.

“É fundamental uma mobilização para viabilizar a Transnordestina. Não é razoável ver o que está sendo feito em relação a esse ataque do eixo de Pernambuco e você não ter uma grande mobilização estadual em relação a isso”, afirmou o pré-candidato. “Se meu pai fosse governador era impossível deixar acontecer o que está acontecendo”, garantiu o filho do ex-governador Eduardo Campos. 

Durante a entrevista, João Campos também comentou a relação com o presidente Lula e minimizou a possibilidade de o petista subir em mais de um palanque em Pernambuco durante a campanha de 2026. “A minha relação com Lula é a melhor possível. Eu tenho candidato a presidente da República, esse candidato se chama Lula. Tenho certeza que a nossa relação é um ativo importante”, disse.

Segundo o pré-candidato,  em uma de suas conversas mais recentes com o presidente, ele disse: “João, eu tô muito animado, e eu quero lhe ver governador para a gente governar junto”

“Nossa relação tem muitos anos, que eu inclusive tive a oportunidade de herdá-la do meu avô e do meu pai, é um ativo importante e nós vamos vencer a eleição em Pernambuco e Lula vai vencer a eleição do Brasil, e Pernambuco vai viver um ciclo de desenvolvimento que já viu lá atrás quando Eduardo era governador e Lula era presidente e que a gente bateu recorde de investimento ano a ano”, declarou.

Questionado se se incomodaria caso o presidente participasse também de agendas da governadora Raquel Lyra, João respondeu que a decisão está “construída partidariamente” e reforçou que acredita numa campanha conjunta com o petista. “Uma coisa é todo mundo votar nele, outra coisa é para quem ele vai pedir voto e para quem ele vai apoiar”.

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