O Baile Municipal do Recife voltou a ocupar o centro da cena política e cultural de Pernambuco neste sábado (7), funcionando não apenas como uma “abertura do Carnaval”, mas também como um espaço simbólico de articulação e leitura do cenário que se desenha para 2026. A edição deste ano reuniu lideranças de diferentes campos políticos, em um momento marcado por especulações sobre a formação da chapa majoritária estadual.
O prefeito João Campos chegou acompanhado da noiva, a deputada federal Tabata Amaral, e de aliados estratégicos, entre eles nomes cotados para a disputa ao Senado e para composições futuras, caso se confirme sua candidatura ao Governo do Estado.
Requisitado, João Campos optou por restringir suas declarações ao caráter institucional e cultural do evento. “Pra gente é uma alegria fazer mais um Carnaval. Quando eu digo fazer, é porque a Prefeitura é a grande facilitadora do Carnaval. Mas o Carnaval é a alma do povo, da brincadeira, do entretenimento. E o Baile Municipal apresenta essa abertura. São 60 edições, em um espaço tradicional, e aqui dentro a gente tem uma mostra do que é o melhor da nossa cultura”, afirmou.
O prefeito também destacou a dimensão histórica do baile e sua ligação com a trajetória política e cultural do estado. “O Baile Municipal tem uma história linda. São seis décadas de tradição. A primeira edição foi feita por Miguel Arraes […] Sessenta anos depois, estou aqui como prefeito, podendo receber a cidade para um baile tradicional de Carnaval, mas um baile que traz a força da nossa cultura. Isso é o espírito dele”, pontuou.
Folha de Pernambuco

